Segunda-feira, Abril 16, 2007

Sobre a dor e a rejeição

Sábado fui ao paintball com primos, jogo clássico, 5 contra 5, till death.

Claro, não era até a morte, visto que estou vivo, mas era até as lágrimas, visto que estou chorando.

De Dor.

Sim meus amigos, dói, mas eu sabia que doia, afinal foi a segunda vez que eu fui, e sinceramente, eu amo aquele negócio, não sei porque.

Mas dessa vez foi diferente, na primeira vez foi em um ambiente urbano, lugar fechado, um carro parado no meio, sonzera rolando pra agitar, gelo seco pra cobrir a visão, tudo muito apertado (heh).

Dessa vez foi "jungle theme", no aberto, clima muito plantação de drogas na colombia, e ao contrário da última vez que havia apenas dois objetivos, que eram capturar a bandeira e matar todos do outro time, dessa vez haviam 4 missões, primeiro fou descreve-las no clima de batalha para em seguida, entre parenteses mostrar a visão real da coisa.

Uma das missões era resgatar o embaixador, um nobre diplomata fora caturado pelo inimigo, cabia a nós resgata-lo, e ao outro time impedir o resgate, (correr berrando e chorando pelo mato, enquanto serve de alvo para o time inimigo, entrar numa casa pequena, da onde voce provavelmente não vai sair, não sem levar pelo menos alguns tirinhos nada agradáveis, tudo isso para ajuntar um boneco de espuma encardido e fedido, para TENTAR sair novamente e leva-lo a "base", lembrando que voce deve usar seu proprio corpo para proteger o boneco, porque se ele levar tiro ele morre e todo o esforço terá sido em vão).

Outra missão era encontrar o satélite perdido, um satélite espião caiu em território inimigo e cabia a nós, melhores entre os melhores, recuperar as informações contidas no aparato, (novamente, correr chorando pelo matagal, sendo comido por tiros e mosquitos, pra chegar num lugar completamente aberto, nada convidativo numa simulação de tiroteio, e ajuntar uma antena velha e enferrujada, e cheia de rebarbas da Sky, que não ajuda nada na hora de correr para a a "base").

Terceira missão era explodir o paiol, importante construção inimiga, que contem armas e munições, ponto extremamente estrátegico para ambos os lados, e os melhores soldados do país foram chamados, nós, (eram cinco nerds, todos muito atléticos, chorando e correndo em direção a casa mais perto da base inimiga, com um deles em cima de uma torre, de onde ele tinha ampla visão de tudo, e tentando ao chegar na casa pegar um rádinho de 1,99, correr para longe e apertar o botão do radinho que começa a apitar, e essa foi a grande explosão.).

Quarta missão, destruir a base inimiga, ( É a morte, simplesmente a morte e a dor de todas as outras missões em uma só, tentar entrar na base inimiga? PQP!!!111, claro, nada é tão simples, tinhamos que entrar na porcaria, matar quem quer que estivesse lá, e por a mão em um palanque. Nada mais simples).

Devo dizer que devido ao inimigo na torre de vigia levei um tiro na cabeça, foi uma pedrada, tomei diversos tiros na perna, e um por pouco não foi no pescoço, bateu na gola no casaco camuflado, que me fora emprestado pela organização do lugar, deus os abençoe, teria doído.

Após a batalha nenhum tiro me dói, só minhas pernas estão podres, mas devido ás corridas e agachamentos repetitivos durante o combate, e tambem com uma marca, de recordação de onde eu levei um tiro, um pouco acima do joelho, e meu joelho já era feio sem isso...(falarei sobre meu joelho em outro post.)

Agora tirando que tudo é muito massa do jeito que é; na maioria dos países desenvolvidos eles tentam tirar ao máximo o teor militar do paintball, para desasocia-lo da violência e morte inerentes a guerra, e o Brasil, pra variar, foje disso, e da-lhe clima "MATEM TODOS", e gritos de guerra durante a luta, no maior estilo rambo, Resgate do Soldado Ryan, e outros filmes de guerra.

Melhor assim, ficamos com a graça só pra nós.

3 comentários:

iodo disse...

eu fui numa laser house la nos eua...
soh que detalhe eh que eu tinha acabado de chegar de uma viagem de sei la quantas trilhoes de horas (mais de um dia), sem mal ter dormido... nao tinham as balas nas pernas, mas tinha tombos involuntarios devido ao cansaco e esbarroes em niggas (literalmente) porque eu nao conseguia desviar...
fiquei com uma falta de ar tamanha que achei que ia ter um piripaque la..

fer disse...

HAHahahah taaaaaadin dele ;D

Ana Lucia disse...

"Há homens que lutam um dia e são bons.
Há outros que lutam um ano e são melhores.
Há os que lutam muitos anos e são muito bons.
Porém, há os que lutam toda a vida.
Esses são os imprescindíveis."

Bertolt Brecht

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